23 de novembro de 2010

Workshop RESPIRAR

Na senda das novas actividades a serem levadas a cabo no Espaço Surya, vai realizar-se um Workshop no próximo dia 27 de Novembro de 2010 com inicio às  16H00, baseado no tema APRENDER A RESPIRAR...
Quando falamos em respirar, na nossa mente algo se acende, é tão natural respirar que nem pensamos nisso, fazemo-lo simplesmente. Qual a dúvida?
Então quando nos dizem que devemos aprender a respirar, ainda mais perplexos ficamos. Porquê? Não o fazemos já tão bem? A prova disso é estarmos vivos…
A respiração é crucial em cada fase da nossa vida e ao tomarmos consciência da forma como respiramos, é o primeiro passo para percebermos muitos dos tropeços da nossa vida, tanto a nível físico, como a nível emocional...
Por isso, sendo um tema tão vasto, iremos abordá-lo sob três perspectivas:
           - Porquê aprender a respirar?  Identificando assim todos os benefícios que daí resultam.
           - Como devemos respirar? Conhecendo as várias técnicas aprimoramos a nossa e porque não as nossas.
           - Para quê aprender a respirar? descobrindo assim todo um leque, até então, quem sabe, desconhecido, de vantagens nesta aprendizagem 
Mas acima de tudo no final do Workshop será facil perceber que: Respirar é natural, é inato, mas aprender a respirar, é tornar consciente esse gesto, é transforma-lo numa bênção.

e interiorizar que:
 Se respirar permite viver, aprender a respirar permite acrescentar qualidade a esse viver.


Data: Sábado 27 Novembro 2010
Horário: 16h00 - 19h30


Local: Espaço Surya ( Rua João de Barros lote 1595, r/c, dtº - Quinta do Conde)


Investimento: 20 €


Facilitado por: Vitor Rodrigues

Mínimo participantes: 7
Máximo participantes: 20

Inscrições para:
ou através dos nºs
 96.246.85.83 
 93.527.47.40  
até dia 26 de Novembro




16 de novembro de 2010

Workshop As Leis da Energia

As Leis que regem a Natureza são habitualmente interpretadas sob o ponto de vista material, porque vivemos num mundo formatado para o palpável, o visível e cognitivo. A noção de prosperidade está directamente ligada à riqueza material, mas a Felicidade depende também do Bem-estar, da Tranquilidade e do Amor; estas são características do Espírito. 


Ao estudar as Leis Universais, centrados no auto-conhecimento e evolução pessoal, entendemos que existe uma relação intrínseca entre Matéria e Espírito pois ambos são constituidos da mesma Energia. Todos temos uma parte física e uma parte espiritual que estão profundamente ligadas.


Neste workshop pretendemos fazer uma apresentação muito generalizada de algumas das Leis Universais, levando-vos a entender de que forma são possíveis de aplicar no dia-a-dia. Assim, cada um poderá fazer a sua própria análise e pensar sobre o tema, adaptando-as ao seu caminho de evolução.


Data: Sábado 20 Novembro 2010
Horário: 16h00 - 19h00


Local: Surya


Investimento: 10 €


Facilitado por: Angela Santos

Mínimo participantes: 7
Máximo participantes: 15

Aguardamos o vosso email de inscrição até dia 19 Novembro


Luz, Paz e Harmonia

15 de novembro de 2010

A realidade do real

Vou folheando as páginas de vários livros ao mesmo tempo, às vezes por necessidade de informação, outras vezes somente porque me apetece. Mas tenho sempre a sensação que ao reler a informação é nova, pensava que era devido à minha própria evolução, a uma percepção diferente das coisas, sei lá , essas coisas eruditas que não sei explicar. Tenho a sensação que por vezes até já li aquelas páginas várias vezes e no final a informação é sempre diferente. (chego a ficar na duvida se sei mesmo ler… ou pelo menos compreender o que leio..).
Assim mais uma vez deitado, folheando um pequeno livro , adormeci. Dei comigo num sitio que parecia uma central de comunicações, Olhei à volta e vi muitas pessoas atarefadas em frente a consolas a escrever, outras a falar para o que parecia rádios. Eram imensos e todos completamente embrenhados no que faziam, sem sequer prestarem atenção ao que o vizinho fazia, ou mesmo ao que se passava à sua volta. Mas acima de tudo o que me deixou completamente espantado era a calma, a serenidade que cada um deixava transparecer e o silêncio que ali reinava.
Aproximei-me de um posto, ao acaso, e reparei que as informações chegavam a um púlpito e logo de seguida eram feitas ligações (não percebi como mas também não bem a minha área) e parecia aparecer umas imagens, mais um género de filme, em frente ao emissor…
Ainda mais espantado fiquei quando verifiquei que era a minha pessoa que estava do outro lado do ecrã. Vi-me a caminhar pela minha casa, a sentar-me no sofá com um livro na mão, mas parecia que as paginas estavam em branco!!! e após um olhar interrogativo em direcção ao ser que se encontrava à minha frente, verifiquei que, em milésimos de segundos, ele lera, suponho umas instruções e de seguida digitou algo, fazendo-o  aparecer no meu livro…
Fiquei atónito, seria aquilo possível? Seria possível eu comprar livros, em branco, pensando ter comprado uma história e finalmente, a história ser escrita com o livro já na minha posse…? O que era verdade ? o que era sonho?  o que era mentira?...
“ ..existe fronteiras bem mais finas do que pensamos entre o mundo dos sonhos e a realidade, o que faz por vezes abanar a vossas dita certezas. Por vezes o que vêem não é o que está a vossa frente e por vezes o que está à vossa frente não é o que vêem, mas isso não faz da vossa vida uma mentira , bem pelo contrario torna-a por demais útil ao prosseguimento do planeta. Por isso termos de nos imiscuir na vossa dita realidade, de forma a fazer chegar informação necessária para a continuação da vossa missão. Alguns de vós estão mais atentos e percebem que a evolução passa por perceber essas diferenças na vida, essas fronteiras entre a realidade e o sonho, outros, tem de ser feito através no mundo dos sonhos directamente, ou mesmo através da alteração de objectos físicos, sem que eles se possam aperceber que tal aconteceu…”
Foi aqui que tentei puxar a mim a “realidade” da memória. De facto quantas vezes isso não me sucedeu, pensar ter lido atentamente algo e ao reler interpretar as coisas de forma tão diferentes, ou então concluir que, aquele parágrafo ou mesmo um capítulo inteiro, de não me lembrar de ter o lido… Será que isso queira somente fazer me entender que não devo duvidar da informação que me chega, mas sim ver como e onde ela se encaixa na minha realidade...?
Um Abraço Luminoso Para Todos

13 de novembro de 2010

Continente

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra..." John Donne

Ontem veio-me à ideia esta frase magnífica com que o poeta John Donne descreve a Unidade. 

Percebi que literatura mundial está cheia de noções e definições sobre a importância do Ser Total que constitui a Humanidade que pensa, ama, ri, sofre e vibra em uníssono. 

Fez-me pensar... e olhar o mundo à procura da confirmação na prática deste conceito. O que vi foi separação, vaidade, julgamentos, comparações e egos a tentarem impor a outros as suas vontades.

Olhamos o outro e de imediato pensamos: "é mais baixo", "é mais gordo", "é mais fraco", "é mais burro", "está mal vestido". "é feio", "não gosto"... e por aí fora, deixando que a mente de imediato emita julgamentos sobre quem o outro é, estabelecendo como medida de comparação quem pensamos que somos. 

Esta atitude é a fronteira que impomos, a fronteira da dualidade, que estabelece dois campos distintos, Eu e o Outro. Não conseguimos definir sem comparar, mas de que serve definir? 

Não será suficiente aceitar a consciência de que somos todos a mesma energia que vibra e, em corpos físicos separados, age unindo esforços. Cada corpo com as suas características naturais, mais ou menos forte, mas todos válidos e fundamentais. Como o exemplo do exercito de formigas que, unidas, constrói um lugar enorme e perfeito para o bem comum.

Não será suficiente deixar esta consciência entrar no nosso ser, sentir bem fundo de nós. Como quando damos as mãos no Surya e fazemos a energia circular entre todos, com o sentimento perfeito de que aumenta e fica mais forte de cada vez que regressa às nossas mãos, depois de passar pelas outras. 

Somos todos a mesma energia, um só coração, sem ego dominante, apenas unidos pela força do Amor.

Paz e Harmonia para todos

11 de novembro de 2010

O Mar e a Energia

A praia estava à vista, guiei os meus passos em direcção à água (as lições anteriores estavam ainda bem presentes na minha mente), deixei que a água tocasse o meu corpo e fui andando em frente, até sentir temperatura da mesma em todo o meu corpo. Sentei-me, com a água até ao pescoço. De vez em quando mergulhava a cabeça, para sentir o meu corpo estava todo envolto. A pairar sob a água lá estavas tu. Sempre sorrindo, virastes o teu rosto para o horizonte.
“ Se te pedissem para descrever a energia como a descreverias?” puxei o meu ego ao de cima, agarrando-me a todos os ensinamentos que fui adquirindo ao longo dos anos e disse: é fonte de vida e inesgotável (tão espiritual que me sentia ao pronunciar estas palavras)
“ porque será que as pessoas nem sempre pensam isso? Porque será que alguns dizem que a energia desaparece-se-lhes, se ela é inesgotável? Se nos guiarmos pelos conhecimentos que o homem foi desenvolvendo, tudo é limitado, mesmo o que à primeira vista pareça inesgotável. Quando visto de outra perspectiva apercebemo-nos que é esgotável? olha para o mar, à primeira abordagem parece estender-se indefinidamente, contudo , visto do céu, apercebemo-nos dos seus limites… Será que a energia é como um cobertor? Que quando alguém o puxa muito para ele deixa os outros destapados?...”
Sentia curto-circuitos em todo o meu cérebro, sentia que as minhas estruturas, as minhas fundações estavam a ser abanadas no seu mais ínfimo pormenor… Não respondi… Deixastes passar algum tempo, sem tirares os olhos do horizonte onde agora nascia um belo sol.
“ será que a energia é como o mar onde, consoante as marés, vamos tendo mais ou menos água. Onde, consoante a nossa posição, vamos sentindo mais ou menos esses vazios e essas enchentes? Ou será que simplesmente a energia é como agua dentro de uma piscina onde, quanto mais formos, mais o nível sobe com todos e para todos?”
 Deixei agora vaguear o meu olhar pela praia e pela imagem resplandecente que o sol desenhava sobre a água… Não me elucidastes, não me destes a resposta certa… haverá resposta certa? Ou terá, cada um de nós, de encontrar a sua ?... 
Um Abraço Luminoso Para Todos       

Espelho

“ isto é o melhor para todos…” ainda nem tinha a ideia saído completamente da minha mente e já me sentia a desfalecer. Os teus olhos, certeiros e incisivos, penetraram ao mais profundo da meu ser, desmoronando todos os meus castelos de certezas irrefutáveis. Percebi, até que ponto estava dominado pelo meu orgulho, pelo meu obscurantismo, pelo meu ego. O teu olhar demorou-se em mim, pouco tempo é certo, mas de tal forma intenso, que nem precisava de palavras para disjuntar todos os fusíveis do meu cérebro.
“ o melhor? que melhor? para quê? para quem? Melhor do que o quê? Tantas perguntas que arrebataram na minha mente.
Tão prepotente estava a ser ao decidir o que era de facto o melhor. Será que não me apercebi da horrorosa presunção?
Fiquei aterrado pela perspectiva que se deparava, tanta conversa, tantas teorias e, finalmente, aterrava onde sempre negara o acesso aos outros Deixara influenciar o meu pensamento, para influenciar o teu..
Há sentimentos, mesmo não expressos por palavras, que deixam marcas indeléveis que nos trazem de volta à realidade, como baldes de água fria.
O teu olhar foi traço mortal, foi caminho estagnado, foi motivos de vergonha minha. Tantos anos a pregar pela liberdade e agora, em segundos, perdia-me na intransigência, na escolha do que de melhor poderia haver para outros!…
O chão não tinha buracos, as paredes não me podiam engolir, tinha de enfrentar a imensidão do meu mau estar, do meu desconforto, tinha de suportar o meu descuido, o meu abuso, o destronar do meu ego, tão expansivo e agora tão dizimado.
Poderia expressar usando todas as palavras do mundo, todos os idiomas, todos os dialécticos, o mal estava feito, tinha de me remediar, o erro era evidente…e mais uma vez foi o teu olhar que rompeu o meu desespero. Olhastes-me, com um sorriso na face, perdoaste-me, serenamente, colocastes-me de novo no caminho com dois simples olhares e um sorriso..
Um Abraço Luminoso Para Todos

3 de novembro de 2010

Dizer ou Sentir?

Há alturas em que o tempo que passo a dormir é mais cansativo que o tempo que passo acordado. Penso que será dos sonos invertidos ou se calhar por outros motivos… quem sabe? Certo é que nessas alturas os sonos são mais pesados é certo, mas os sonhos são tão mais intensos que a sensação os torna quase reais.

Numa dessas noites estava muito bem sentado na minha praia, bem em comunhão com o mar, calmo (não devia ter nenhum problema para resolver comigo ..), à procura de algo que pudesse ver de diferente, que pudesse atrair a minha atenção. Tão absorto que estava a procurar no horizonte e a grande distância que nem me apercebi do meu pequeno amigo sentado ao pé de mim. Sempre com aquele sorriso que desarma qualquer receio , qualquer surpresa, começou:



“ As vezes procuramos ao longe o que sempre esteve à nossa beira. Desbravamos mundos, renegamos as nossas origens em prol de sonhos que nem imagens alguma vez foram. Por vezes fazemos coisas em nome de teorias que, de válidas nada têm para nós , mas porque alguém nos as disse, as assumimos como inabaláveis…” calou-se e fixou o horizonte. Percebi que estava à espera que tudo o que dissera formasse algum tipo de reacção dentro de mim, por isso deixei que as palavras fizessem o seu efeito.



Quando estava prestes a ganhar coragem para contrapor, ele recomeçou



“ Se queremos conhecer um alimento teremos de o provar, teremos de perceber qual o sabor que ele tem, qual o efeito que ele tem ao circular pelo nosso organismo, como pode ser cozinhado e para alguns até cozinha-lo. Não vamos aceitar que algo é bom só porque alguém nos o disse , sem provar, ficaríamos, no mínimo, com água na boca ou uma imagem sem sabor; incompleta. Com a energia passa-se exactamente o mesmo…” fiquei de boca aberta à espera de mais, mas calou-se. Pousou as suas mãos no meu ombro e senti como um furacão energético a circular dentro de mim. Senti como se tivesse sido arrancado do chão e flutuando, estivesse banhado por uma imensidão de bem estar e de amor incondicional. Como se todo os objectivos da minha vida se resumisse àquilo; sentir amor em cada momento, em cada aspiração, em cada olhar… senti me tão…tão …que nem o sei descrever mas que senti, senti.



Olhou para mim e sempre sorrindo, disse” Isso foi a energia no seu pleno poder, na sua forma mais intensa, mais pura. Agora existem várias formas de lá chegar, terás de encontrar a tua forma de a fazer chegar aos outros e a tua forma de lhes fazer perceber que sentir essa energia é uma coisa maravilhosa, mas conhecê-la controlá-la é de facto um bem ainda mais precioso porque assim podemos passá-la e isso sim é uma bênção. Ou então podes simplesmente fazer das minhas palavras tuas e resumires-te a dizer que é maravilhoso, porque já experimentastes e quando te perguntarem como se pode chegar a essa sensação tão maravilhosa, poderás sempre encolher os ombros e dizer… não sei, foi durante um sonho ”



Um Abraço Luminoso Para Todos

A praia

Muitas vezes durante o sono, viajo até uma praia. Nessa praia, como quase sempre sento-me junto ao mar e vou observando o movimento das ondas. Simplesmente deixo me levar pelo ritmo das marés. Até esta noite era a única recordação que me ficava; o sentimento de calma e relaxamento que a água provocava em mim, como se a ondulação servisse para repor os meus défices energéticos.
Por vezes, feito erudito e entendido numa matéria, que me transcende, tentava encontrar explicações ao que se teria passado, qual o objectivo desses sonhos... em vão.
Estou calmo e sereno era a única e invariável conclusão a que chegava, bem podia ir pela ideia que a água são sentimentos e o seu normal movimento reequilibra os meus, ou que a água representa a limpeza energética que todo o corpo físico ou energético precisa dela para se recompor; a conclusão era invariavelmente a mesma: não me recordava de mais nada que não fosse o sentimento de paz interior que tal situação provocava em mim.
Hoje porém foi diferente...
Sentei-me à borda da água, como sempre, a olhar o horizonte, sem ponto fixo, sem objectivo algum, somente sentindo o movimento das ondas. De repente pareceu me que a ondulação aumentou e senti um certo receio em ficar naquele local, como se as ondas me pudessem de algum modo atingir e quem sabe derrubar ou mesmo engolir.
Perdido na minha aflição não me apercebi de uma pequena mão que me segurava a camisola. Ao deparar-me com o seu proprietário, senti me como repleto de confiança e estagnei, nada parecia mais ter importância que não fosse o olhar e o sorriso apaziguador que me fixava.
fez um gesto para nos sentar-mos e assim fiz. Do canto do olho espreitei ainda as ondas e vi que tudo estava de novo na ordem.
"O Mar representa os nossos sentimentos e também o nosso contacto com a energia, começou ele por dizer. Por vezes vimo-lo como nosso aliado, nosso amigo e por outras assusta-nos tal é a sua força destruidora, o seu domínio sobre a nossa capacidade de lhe opormos qualquer tipo de resistência. 
Com a energia é exactamente igual, todos nós a aceitamos como um facto, como algo que vive conjuntamente connosco e vamos nos aproveitando dela a nosso belo prazer. Quando, por algum motivo ela abana, sentimos receio, como se de um bicho papão se tratasse. A energia existe para o nosso bem estar e para nos auxiliar em todos os passos da vida.
Por isso é preciso, alimenta-la, respeitá-la e aprender a conhecê-la, assim não haverá mais razões para sustos, para receios, pra temores. Quando está revolta, se lhe tivermos dado alguma atenção anteriormente, iremos perceber quais as causas de tal tumulto, qual a forma de voltar a pôr tudo no sítio, sem danos, sem caos.
O problema passa pela maneira como lidamos com ela, como a usamos enquanto é boa. No entanto quando cabe a nós dar de nós, do nosso tempo, viramos as costas porque já não nos agrada, deixou de ser amiga e passou a inimiga. Os tumultos fazem parte da evolução, se os percebermos ou lhe dermos atenção não serão tabus, serão somente mudanças, umas mais mexidas do que outras."
Sorri à explicação e fechei os olhos...para os voltar a abrir à realidade. 
Um Abraço Luminoso Para Todos 

31 de outubro de 2010

Banho de Som Surya


tim! tim! tim! tim!
Os címbalos dão a entrada nesta magnífica viagem. As sonoridades vão aumentando, o gongo impõe-se... respiro fundo e abro a porta da alma à vibração do Som. 
É o momento de deixar ir toda a resistência, relaxo o corpo, liberto a enorme tensão do dia, e deixo-me ir nesta viagem do som pelo interior profundo de mim, sem espaço nem tempo, sem corpo nem imagens... 
Sinto uma brisa suave no ar, como um ligeiro adejar de asas e tomo consciência do espaço. Ouço a respiração de alguém que preferiu deixar-se adormecer, outros que se agitam ainda a criar resistência, mas no geral a Paz instalou-se na sala, reflexo do sentimento de cada Ser que comungou com a sua Essência.

Bem hajam queridos amigos!

Por responderem em uníssono a este desafio do Surya, por estarem presentes e nos encherem a alma com o vosso sorriso, e por levarem os vossos amigos.
Sabemos o quanto é magnífica esta terapia, mas de que adiantaria este saber e o esforço grande para a trazer até vós, se não recebêssemos esta maravilhosa validação da vossa parte?
Deixo-vos aqui o registo fotográfico do "depois", para que os que estiveram presentes possam reviver sensações. 
Os que ainda desta vez não ousaram, oxalá consigam sentir nestas fotos a Paz e o Bem-estar que poderiam ter ganho, e firmem convosco a intenção de se permitirem senti-los outro dia.





Paz e Harmonia para todos

29 de outubro de 2010

Sentir

Hoje acordei triste, sentia-me triste apenas isso. Logo o meu lado racional interviu: "trata de te por alegre, pois não existe razão alguma para estares triste". Verdade?!
Pus-me à procura das razões da minha tristeza, entrei dentro do meu coração e pesquisei-o, não encontrei lá uma razão visível para a tristeza. Mas a vozinha séria no ouvido insistia: "para te sentires triste tens de ter uma razão lógica e real. Sentir tristeza só pode ser resultado dum acontecimento real e doloroso: uma perda, um insucesso, um mal-entendido ou desacordo com alguém, ou ... algo assim."
Nada! Não havia cá dentro nada disso. "Estás a endoidecer"- voltou a dizer a tal vozinha - "se te pões a sentir assim tristeza sem mais nem menos, ou então a entrar em depressão... é melhor ires ao psiquiatra, e não contes isto a ninguém, vê lá".  Fiquei ainda mais triste, claro. Será ?! ainda duvidei por segundos...
Não, nada disso! Sinto-me triste para poder entender o que significa sentir-me alegre, ambos são sentimentos, um tão válido como o outro. Porque haveria eu de precisar duma razão para o que sinto? Sentir é assim mesmo, sem lógica aparente. Sentir faz parte dos neurónios cardíacos que têm vibrações bem mais elevadas do que os cerebrais, e que existem para nos centrar no sentir e não no controlar sensações ou sentimentos.
Ainda há dias acordei com náuseas e um cansaço enorme mas com um sentimento de alegria quase tolo. Inexplicável de novo!
Haverá uma razão para o que sinto? E que importa explicar esta tristeza hoje?
Só sei que a sinto e a aceito. E deixo-me ficar a sentir apenas, sem julgar nem racionalizar. Que paz!


Paz  Harmonia para todos

28 de outubro de 2010

Um Mau dia

Hoje Acordei sem vontade de me levantar, sem vontade de nada mesmo.
Acordei vazio sem força, sem desejo, sem sentido.
Olhei para a minha inércia e para esta infelicidade, com admiração. Não de admirar este estado de preguiça e desânimo, mas sim de admiração por não perceber o porquê. Ontem ao deitar-me estava cheio de energia, cheio de alegria, cheio de mim. Hoje …hoje, tudo isto se desvaneceu, como fumaça após a fogueira, encontro-me frio, não, gélido. O que terá acontecido durante a noite que tenha permitido esta afronta de ficar sem nada, como assaltado por uma força de sucção energética?
Lembro-me vagamente de sonhar e de uma voz lá bem longe que me falava em qualquer coisa como os opostos, os extremos, qualquer coisa que teria a ver com o conhecer ambos os lados… A verdade é que não dei grande importância ao sonho, aos sinais?
Hoje acordei com vontade de não me levantar, de não falar, de não ver, não ouvir. Hoje estou assim, como que morto por dentro, sem força para me ressuscitar, mas porquê?, como? Se ontem estava tão em cima? Como? Se ontem estava tão seguro que este estado de alegria, este estado de felicidade instalara-se para todo o sempre?
O que se terá passado para que as lágrimas que inundam os meus olhos já não sejam de alegria mas de profundo desânimo, o que terá acontecido? Nada simplesmente nada…
Vou aos restos da minha energia para perceber, para catalogar o que me está a afectar desta forma tão forte, tão insensível, tão fria.
Nada, não aconteceu rigorosamente nada e no entanto mudei tanto e tão drasticamente. Ontem alegre e cheio de confiança e hoje, de rastos, sem vontade, nem para respirar…
O sonho volta e trechos se esclarecem aos meus olhos.
A mesma voz o mesmo personagem, as mesmas frases às quais não dei a devida atenção?
Tudo são extremos que o nosso ego nos permite sentir e experimentar, tudo são aprendizagens, tudo são testes. Somente saberás a força da alegria, a bênção de um abraço, a gratidão de um sorriso, se perceberes a força do seu oposto. Se deixares que a confiança cega alimente o teu ego com certezas construídas em castelos de areia, terás de passar pelos testes até entenderes que tudo na vida tem de ser alimentado, tudo tem de ser gerido, tem de trabalhado para que dure. Não basta hoje acreditar que o mundo é cor de rosa , se a tua atitude perante ele é preta. Os testes são portas evolutivas e somente quando ultrapassamos esses testes estamos autorizados a passar à fase seguinte. Se adormeces com o sentimento de trabalho cumprido, com a impressão que o caminho está concluído ou que somente tens de ficar ali, sem mais nada fazeres para não perder o que conquistastes, então arriscas-te ao teste do oposto. Sem dó nem piedade o teste servirá para perceberes que não conquistamos nada que não seja próprio do caminho e o caminho somente acaba no final da rota e não quando nos dá jeito.
Hoje acordei sem vontade, sem força, nem energia, mas se ontem tinha tudo e hoje nada tenho, fico ciente que o estado que já tive era o meu ideal e é por ele que tenho de lutar e assim sim passarei os testes, todos eles como se de barreiras se trate.
Finalmente percebi que as dificuldades que me são impostas pelo infortúnio não são mais que testes, que sempre terei capacidade para ultrapassar desde que me configure ao somente querer e poder. Se queremos um estado de espírito, há que alimentá-lo para o poder manter, investirmos nele. Fazemos isso tão bem quando estamos na mó de baixo, porque não o fazer quando estamos na mó de cima?

Um Abraço Luminoso Para Todos

Hoje é um bom dia

As conversas de café pararam. O frio instalou-se neste nosso paraíso e custa me cada vez mais sair de casa. A semana tem sido difícil, não direi os dias mas sim as noites… As conversas passaram a ser na cama e em sonhos cada vez mais lúcidos. Pensava eu que as férias com a chegada do inverno, tinham começado, afinal não, não há tempo para descansar, não há tempo para preguiçar…

Nessa noite deitei-me cansado, fisicamente, mentalmente, cansado não da carga de trabalho mas de não encontrar justificações a perguntas sem nexo, a dúvidas que não se parecem com nada, enfim com tempo perdido em futilidades que alimentam uma insegurança, descabida.

Vi o chegar com os livros debaixo do braço, carregando o peso da experiência e do conhecimento que não pode estagnar; A luz que o rodeava deixou-me relaxado, confiante, como se em segundos todo o meu cansaço, tudo o que me levara a deitar-me, estava justificado.

Sorriu para mim enquanto abria o livro, deixou passar alguns instantes enquanto parecia analisar o seu conteúdo e, finalmente, olhou para mim de novo, com o sorriso estampado no rosto. As bocas não falavam mas as mentes respondiam, sem perceber como a minha memória ia gravando frase, após frase, bebendo as suas palavras como se de água límpida que apazigua a sede se tratasse.

“Hoje é um bom dia… E por que é um bom dia? O que faz com que seja um bom ou um mau dia, o que te permite afirmar que este dia é melhor que o de ontem ou o de amanhã? O que consideras um bom dia?

Pronto o mote está lançado senti-me eu a pensar. Estava à espera de respostas, de linhas de conduta, de linhas de raciocínio, de certezas (não estamos todos?).

Abriu de novo o livro, olhou atentamente e foi virando as páginas. No meu intimo pensei piamente que procurava respostas certas para perguntas tão evasivas. De novo olhou para mim, sorriu, fechou o livro e enquanto se afastava, olhou para mim, sempre com o sorriso estampado na face e, somente disse; Pensa nisso?... Desapareceu…

Sozinhos com os meus pensamentos e com mais dúvidas ainda, lá fui eu recapitulando. O que é um bom dia? Pensei em tudo o que poderia representar um bom dia… o sol, as companhias, boas notícias, dinheiro etc.. mas não me senti satisfeito com a resposta, isso eram sensações do momento, eram sentimentos que durariam alguns instantes talvez, na melhor das hipóteses algumas horas, mas não um dia inteiro…

Continuei procurando no fundo de mim e tentei encontrar um bom dia. Acabei por encontrar pedaços de bom dia, nunca um dia inteiro de bom. Havia sempre algo de menos bom nesse bons dias. Se não fosse para mim, tinha sido para alguém que estava perto de mim e que acabava por me afectar tambem.

Fui tentando puxar ao máximo e cheguei a uma resposta que me satisfez: Afinal todos os dias são bons dias. Para isso basta que estejamos vivos e estejamos dispostos a aprender. A lição é o bom do dia e, seja alegrias, tristezas, sorrisos ou lágrimas, todos os dias são bons para aprender.

A resposta deve ter agradado, porque lá do cimo senti como uma brisa que me abanou o cabelo, como se de uma carícia se tratasse, como um sorriso envolvendo-me… não me lembro de mais nada somente que adormeci… com um sorriso nos lábios, murmurando ; hoje é um bom dia….


Um Abraço Luminoso Para Todos

26 de outubro de 2010

Essência

Quando estou a sós comigo, estou sómente dentro do meu coração. Não preciso da mente para racionalizar, nem do Ego para descodificar. Mergulho fundo à procura da minha essência, ouço-me, sinto, percebo, aceito, curo e amo. Todos estes processos são "cardíacos". A compreensão da Totalidade, do Um Absoluto, do Ser Total a que pertenço, nasce ali.
Saio de mim, deixo que os olhos mostrem o sorriso que tinha no coração, cruzo a porta e estou com os outros.
Vou caminhando, presto atenção, escuto, participo, partilho, converso, sempre presente e atenta em cada passo. Dou-me em Atenção e Amor e recebo igual.
Abro-me num abraço onde cabem todos os que se cruzam comigo, todos os que amo e todos os que nem sequer conheço. Junto-me às gargalhadas, ou faço-as nascer; choro lágrimas em fio ou faço-as brotar; entro na Roda, danço e canto a mesma canção ou trago novas canções para a roda.
Dou-me em Amor, sem reservas, sem deixar de Ser quem eu sou. Estou em paz, estive em mim e trago comigo a minha Essência. 

Paz e Harmonia para todos

24 de outubro de 2010

Introspecção

"Há momentos em que se torna necessário introverter-se, silenciar a mente, e mergulhar no mundo profundo dos nossos pensamentos mais elevados"




Hoje tinha esta frase no email, ecoou em mim sem entender exatamente porquê. Entender é da mente, do ego, e é exatamente o contrário que a frase diz: silenciar a mente... Logo, não é pelo entendimento que se chega a alguma conclusão.

E como se elevam os pensamentos, para se poder mergulhar neles, quando aquilo que sentimos é bem pouco elevado. Sentir é do coração, ouço as palavras que repito frequentemente. No entanto, o Ego faz-nos sentir muitas coisas que o coração sabe não serem verdades. Há que meditar profundamente para chegar à verdade se o que se sente vem da mente ou do coração.

Tantas vezes procuramos a validação dos outros para sabermos quem somos, mas quem somos está dentro de nós, é um processo interior, nunca pode vir dos outros. Aos outros temos de ir buscar o lado sombra, aquilo que não queremos reconhecer em nós, receber e aceitar com Amor a maravilhosa aprendizagem que nos proporcionam.

É necessário aceitar quem somos e como somos, com virtudes maiores e menores, olhar-nos com Amor profundo, sem julgamentos. Aceitar objetivamente o que vem da profundidade da alma, para poder libertar e deixar ir as sensações a que nos apegamos porque apesar de menos positivas, são conhecidas e confortáveis. A honestidade das nossas conclusões tem de ser suprema e triunfar sobre todas as artimanhas da mente para conseguir o domínio e o controlo do coração.

Hoje tenho de me ligar aos meus pensamentos mais elevados, trazer até à consciência a sabedoria interior, a frase que chegou por email veio no dia certo, como sempre.


Paz e Harmonia para todos!






20 de outubro de 2010

Outono dos Apegos

Hoje, para mim, é dia de "São Desapego". Alguns de vós já o sabem, já devem até estar cansados de me ouvir falar na importância de nos "desapegarmos".



Abri o blogger e sentei-me aqui disposta a transmitir-vos isto que me vai na alma há uns tempos. Este tema em que penso frequentemente por sentir a importância de me “desapegar”. De quê? De tudo o que possa preencher o espaço da luz da minha Essência.


Na Primavera fazemos a limpeza anual. Abrimos os armários e despensas e deitamos fora o que já não queremos, para criar espaço para as coisas novas que pensamos que vamos ter. Deixamos ainda muita coisa na “caixa das recordações”, uns mais do que outros é certo, mas no geral todos deixamos: cartões e cartas, flores secas, caixas, caixinhas e sacos; uma roupa que já não serve mas de que gostamos muito ou foi muito cara; um pechisbeque que nunca usamos mas foi “aquela pessoa” que nos deu; utensílios que nunca foram necessários durante anos mas temos “medo” de vir a precisar… Ou seja, Apegos!



Da mesma forma, enchemos os nossos armários energéticos com “apegos”, ideias e sentimentos moribundos ou já mortos, que não têm sentido mas que teimamos em guardar, porque acreditamos depender deles. Apegamo-nos ao que fomos sentindo ou sentimos ainda: raiva, despeito, ciúme, tristeza, deceção, dor, doença, paixões, amores, insegurança, solidão, vazio...; à esperança de mudar os outros; à ideia da perfeição de vida que julgamos ter criado e estar certa, mas que afinal nunca resultou nem nos trouxe a Felicidade.


Resistimos a tudo o que não se coaduna com as instruções do Ego, sem perceber que o desconforto interior e os problemas à nossa volta foram criados por nós. São apenas a consequência dessa nossa resistência.


Deitar fora e promover a mudança assusta, porque é perder o controlo e abrir espaço ao desconhecido, mas é tão-somente fazer o mesmo que com facilidade fazemos nos armários de casa. Desta vez mais criteriosamente, indo mais fundo na limpeza dos apegos e recordações, porque a luz da nossa verdadeira essência é enorme e precisa de todo o espaço disponível para se manifestar.

É no Outono que a natureza se prepara para a renovação, basta olhar as árvores a libertarem-se das folhas gastas pelo Verão. Se seguirmos o exemplo da natureza, pois somos feitos da mesma energia, é no Outono que a limpeza se impõe naturalmente.

E estamos no Outono, amigos!


Paz e Harmonia para todos