28 de outubro de 2010

Hoje é um bom dia

As conversas de café pararam. O frio instalou-se neste nosso paraíso e custa me cada vez mais sair de casa. A semana tem sido difícil, não direi os dias mas sim as noites… As conversas passaram a ser na cama e em sonhos cada vez mais lúcidos. Pensava eu que as férias com a chegada do inverno, tinham começado, afinal não, não há tempo para descansar, não há tempo para preguiçar…

Nessa noite deitei-me cansado, fisicamente, mentalmente, cansado não da carga de trabalho mas de não encontrar justificações a perguntas sem nexo, a dúvidas que não se parecem com nada, enfim com tempo perdido em futilidades que alimentam uma insegurança, descabida.

Vi o chegar com os livros debaixo do braço, carregando o peso da experiência e do conhecimento que não pode estagnar; A luz que o rodeava deixou-me relaxado, confiante, como se em segundos todo o meu cansaço, tudo o que me levara a deitar-me, estava justificado.

Sorriu para mim enquanto abria o livro, deixou passar alguns instantes enquanto parecia analisar o seu conteúdo e, finalmente, olhou para mim de novo, com o sorriso estampado no rosto. As bocas não falavam mas as mentes respondiam, sem perceber como a minha memória ia gravando frase, após frase, bebendo as suas palavras como se de água límpida que apazigua a sede se tratasse.

“Hoje é um bom dia… E por que é um bom dia? O que faz com que seja um bom ou um mau dia, o que te permite afirmar que este dia é melhor que o de ontem ou o de amanhã? O que consideras um bom dia?

Pronto o mote está lançado senti-me eu a pensar. Estava à espera de respostas, de linhas de conduta, de linhas de raciocínio, de certezas (não estamos todos?).

Abriu de novo o livro, olhou atentamente e foi virando as páginas. No meu intimo pensei piamente que procurava respostas certas para perguntas tão evasivas. De novo olhou para mim, sorriu, fechou o livro e enquanto se afastava, olhou para mim, sempre com o sorriso estampado na face e, somente disse; Pensa nisso?... Desapareceu…

Sozinhos com os meus pensamentos e com mais dúvidas ainda, lá fui eu recapitulando. O que é um bom dia? Pensei em tudo o que poderia representar um bom dia… o sol, as companhias, boas notícias, dinheiro etc.. mas não me senti satisfeito com a resposta, isso eram sensações do momento, eram sentimentos que durariam alguns instantes talvez, na melhor das hipóteses algumas horas, mas não um dia inteiro…

Continuei procurando no fundo de mim e tentei encontrar um bom dia. Acabei por encontrar pedaços de bom dia, nunca um dia inteiro de bom. Havia sempre algo de menos bom nesse bons dias. Se não fosse para mim, tinha sido para alguém que estava perto de mim e que acabava por me afectar tambem.

Fui tentando puxar ao máximo e cheguei a uma resposta que me satisfez: Afinal todos os dias são bons dias. Para isso basta que estejamos vivos e estejamos dispostos a aprender. A lição é o bom do dia e, seja alegrias, tristezas, sorrisos ou lágrimas, todos os dias são bons para aprender.

A resposta deve ter agradado, porque lá do cimo senti como uma brisa que me abanou o cabelo, como se de uma carícia se tratasse, como um sorriso envolvendo-me… não me lembro de mais nada somente que adormeci… com um sorriso nos lábios, murmurando ; hoje é um bom dia….


Um Abraço Luminoso Para Todos

26 de outubro de 2010

Essência

Quando estou a sós comigo, estou sómente dentro do meu coração. Não preciso da mente para racionalizar, nem do Ego para descodificar. Mergulho fundo à procura da minha essência, ouço-me, sinto, percebo, aceito, curo e amo. Todos estes processos são "cardíacos". A compreensão da Totalidade, do Um Absoluto, do Ser Total a que pertenço, nasce ali.
Saio de mim, deixo que os olhos mostrem o sorriso que tinha no coração, cruzo a porta e estou com os outros.
Vou caminhando, presto atenção, escuto, participo, partilho, converso, sempre presente e atenta em cada passo. Dou-me em Atenção e Amor e recebo igual.
Abro-me num abraço onde cabem todos os que se cruzam comigo, todos os que amo e todos os que nem sequer conheço. Junto-me às gargalhadas, ou faço-as nascer; choro lágrimas em fio ou faço-as brotar; entro na Roda, danço e canto a mesma canção ou trago novas canções para a roda.
Dou-me em Amor, sem reservas, sem deixar de Ser quem eu sou. Estou em paz, estive em mim e trago comigo a minha Essência. 

Paz e Harmonia para todos

24 de outubro de 2010

Introspecção

"Há momentos em que se torna necessário introverter-se, silenciar a mente, e mergulhar no mundo profundo dos nossos pensamentos mais elevados"




Hoje tinha esta frase no email, ecoou em mim sem entender exatamente porquê. Entender é da mente, do ego, e é exatamente o contrário que a frase diz: silenciar a mente... Logo, não é pelo entendimento que se chega a alguma conclusão.

E como se elevam os pensamentos, para se poder mergulhar neles, quando aquilo que sentimos é bem pouco elevado. Sentir é do coração, ouço as palavras que repito frequentemente. No entanto, o Ego faz-nos sentir muitas coisas que o coração sabe não serem verdades. Há que meditar profundamente para chegar à verdade se o que se sente vem da mente ou do coração.

Tantas vezes procuramos a validação dos outros para sabermos quem somos, mas quem somos está dentro de nós, é um processo interior, nunca pode vir dos outros. Aos outros temos de ir buscar o lado sombra, aquilo que não queremos reconhecer em nós, receber e aceitar com Amor a maravilhosa aprendizagem que nos proporcionam.

É necessário aceitar quem somos e como somos, com virtudes maiores e menores, olhar-nos com Amor profundo, sem julgamentos. Aceitar objetivamente o que vem da profundidade da alma, para poder libertar e deixar ir as sensações a que nos apegamos porque apesar de menos positivas, são conhecidas e confortáveis. A honestidade das nossas conclusões tem de ser suprema e triunfar sobre todas as artimanhas da mente para conseguir o domínio e o controlo do coração.

Hoje tenho de me ligar aos meus pensamentos mais elevados, trazer até à consciência a sabedoria interior, a frase que chegou por email veio no dia certo, como sempre.


Paz e Harmonia para todos!






20 de outubro de 2010

Outono dos Apegos

Hoje, para mim, é dia de "São Desapego". Alguns de vós já o sabem, já devem até estar cansados de me ouvir falar na importância de nos "desapegarmos".



Abri o blogger e sentei-me aqui disposta a transmitir-vos isto que me vai na alma há uns tempos. Este tema em que penso frequentemente por sentir a importância de me “desapegar”. De quê? De tudo o que possa preencher o espaço da luz da minha Essência.


Na Primavera fazemos a limpeza anual. Abrimos os armários e despensas e deitamos fora o que já não queremos, para criar espaço para as coisas novas que pensamos que vamos ter. Deixamos ainda muita coisa na “caixa das recordações”, uns mais do que outros é certo, mas no geral todos deixamos: cartões e cartas, flores secas, caixas, caixinhas e sacos; uma roupa que já não serve mas de que gostamos muito ou foi muito cara; um pechisbeque que nunca usamos mas foi “aquela pessoa” que nos deu; utensílios que nunca foram necessários durante anos mas temos “medo” de vir a precisar… Ou seja, Apegos!



Da mesma forma, enchemos os nossos armários energéticos com “apegos”, ideias e sentimentos moribundos ou já mortos, que não têm sentido mas que teimamos em guardar, porque acreditamos depender deles. Apegamo-nos ao que fomos sentindo ou sentimos ainda: raiva, despeito, ciúme, tristeza, deceção, dor, doença, paixões, amores, insegurança, solidão, vazio...; à esperança de mudar os outros; à ideia da perfeição de vida que julgamos ter criado e estar certa, mas que afinal nunca resultou nem nos trouxe a Felicidade.


Resistimos a tudo o que não se coaduna com as instruções do Ego, sem perceber que o desconforto interior e os problemas à nossa volta foram criados por nós. São apenas a consequência dessa nossa resistência.


Deitar fora e promover a mudança assusta, porque é perder o controlo e abrir espaço ao desconhecido, mas é tão-somente fazer o mesmo que com facilidade fazemos nos armários de casa. Desta vez mais criteriosamente, indo mais fundo na limpeza dos apegos e recordações, porque a luz da nossa verdadeira essência é enorme e precisa de todo o espaço disponível para se manifestar.

É no Outono que a natureza se prepara para a renovação, basta olhar as árvores a libertarem-se das folhas gastas pelo Verão. Se seguirmos o exemplo da natureza, pois somos feitos da mesma energia, é no Outono que a limpeza se impõe naturalmente.

E estamos no Outono, amigos!


Paz e Harmonia para todos

19 de outubro de 2010

Vivam os novos Reikianos!

Domingo foi um dia feliz!

Foi com esta frase que adormeci no domingo, naquele último suspiro de relaxamento que antecede o sono, senti que mais um passo foi dado no Caminho. Com que destino? O rumo e o destino não interessam, são futuro e é no presente que centro a minha atenção. Agora estou aqui, com a consciência exacta de que é aqui que tenho de estar, onde a Vida me colocou.

É fácil ter esta consciência, o difícil está em interiorizar sem dúvidas que o papel a desempenhar está bem aprendido e a missão foi executada com sucesso. A dúvida é simultâneamente o melhor amigo e o pior dos inimigos. Se nos traz falta de confiança e, por isso, vacilamos no nosso desempenho, é um inimigo. Se nos obriga a abrir o coração ao Amor, a estar presente e centrar toda a atenção em cada detalhe e pormenor, sempre alerta e conscientes, então torna-se de facto o nosso melhor companheiro desta Viagem.

Às mentes iluminadas e corações amorosos que nos honraram com a sua presença e troca de sabedoria, envio este abraço de gratidão. É muito fácil passar conhecimentos a outros se o que recebemos em troca é um manancial de sabedoria e amor.

Foi mais um passo no Caminho, mais uma aprendizagem interiorizada, mais partilha, mais abraços e sorrisos. Foi mais um dia feliz!


Paz e Harmonia para todos

Quem me guia ?

Quando iniciamos a busca da nossa identidade espiritual, é natural que nos voltemos para um mestre, pois sentimo-nos perdidos e queremos confiar numa qualquer luz que nos ajude a percorrer este caminho ainda desconhecido.


À medida que avançamos no nosso processo de autoconhecimento, e aprendemos a manter contacto com a nossa Verdade Interior, percebemos que as respostas para todas as dúvidas e questionamentos se encontram dentro de nós.


Quanto mais familiarizados nos tornamos com esta verdade, totalmente diferente do mundo material e palpável que tão bem conhecemos e, por isso, exige de nós uma nova forma de perceção, mais segurança passamos a sentir na nossa intuição.


Aprender a confiar neste dom que existe em todos os seres humanos é algo que não acontece facilmente. Como somos treinados para lidar com a vida através da razão, seguindo parâmetros pré-estabelecidos, temos dificuldade em ouvir, em cada nova situação ou circunstância que se apresenta, a voz da intuição, aquela que nos direciona para o caminho mais acertado, ou seja, o nosso Caminho onde encontraremos a Paz interior.


Precisamos de perseverança e, acima de tudo, de enorme coragem para tatear no desconhecido, com a certeza de que encontraremos ali as respostas que procuramos.


Cada um criará o seu próprio caminho e fará a descoberta à sua maneira e no tempo que lhe for adequado. O importante é ter sempre presente que todos somos capazes de nos tornar os nossos próprios guias, e de direcionar a nossa vida pela luz que existe no nosso interior.



Paz e Harmonia para todos

BANHO DE SOM - Terapia com Taças Tibetanas e Gongo



Caros Amigos,


Tal como prometido, o Espaço Surya vai de novo proporcionar-vos a terapia de grupo - Banho de Som, desta vez será num espaço diferente para podermos receber todos os amigos. Esta terapia é facilitada em grupo para que todos possam usufruir plenamente dos maravilhosos benefícios que nos proporciona.

A cura através do som é uma das mais antigas tradições terapêuticas, remontando a sua prática a mais de 5000 anos. O Banho de Som é baseado na ancestral sabedoria tibetana de produção de sons e ultra-sons com taças de uma liga metálica especial. Estas taças são utilizadas no Tibete, Nepal, Índia e outros países orientais com tradições tibetanas, onde são conhecidas pelas suas potencialidades espirituais e terapêuticas. O Ocidente tem vindo a reconhecer nestes objectos ancestrais e na sua sonoridade, excelentes instrumentos de meditação, reequilíbrio energético, relaxamento, purificação e cura.

Durante o Banho de Som os participantes estão deitados e, à medida que as taças e gongos são tocados, as vibrações e a sonoridade por eles criados são captadas e transportadas por todo o corpo dos participantes, tendo a capacidade de penetrar cada célula e viajar até pontos no interior do seu corpo que de outra forma dificilmente seriam tocados.

Embora seja uma terapia de grupo, o terapeuta passeia os sons entre os participantes, aplicando as vibrações de forma personalizada onde sente que elas são necessárias para que o processo de relaxamento profundo, harmonização energética e cura seja proporcionado a cada um.

O Banho de Som é uma viagem de ressonância e reconhecimento do Som Primordial dentro de nós, na qual através dos sons harmónicos das taças tibetanas, gongos, címbalos e outras sonoridades mágicas, se cria um espaço para lá do tempo e das condicionantes quotidianas... Um espaço que nos põe em contacto com a serenidade e verdade da nossa mais pura Essência.



Data: 30 OUTUBRO 2010 (sábado) - 16H00

Duração: 1 hora
Facilitadora: Sofia Guerra


Local: Rua Serra da Arrábida, nº 849 - Quinta do Conde


Valor de troca: 15,00 €




INSCREVA-SE JÁ, LUGARES LIMITADOS



Luz, Paz e Harmonia para todos

18 de outubro de 2010

RECORDAÇÕES DE VERÃO II

Dias e Dias
Há dias assim acordo chateado, não sei porquê não sei como, mas acordo chateado. Por um sonho que me esqueci, por um momento menos aproveitado no descanso, por tudo e por nada, acordo chateado, pronto. Aprendi que é nesses momentos que devo fazer mais meditação, se fiquei chateado e se não sei a razão, devo ir ao mais profundo de mim mesmo para encontrar as causas. Nesses momentos também sei que é difícil ser isento e ter a calma suficiente para ir fazer o que deve ser feito, por vezes, a maioria das vezes, escudo-me atrás do meu estado para não aprofundar o meu estado… vivo no meu mundo de chateado… e fico ainda mais chateado, porque sei que não devo alimentar esse estado, que não devo deixar andar as coisas à espera que elas se resolvam, mas sei também que, no fundo, não me quero dar ao trabalho de entender, de me entender, sinto-me bem chateado, no meu canto, na minha solidão, no meu isolamento.
Mas se sei tudo isso, se sei o que devo fazer, o que devo procurar, porque não o faço? Pois é, por isso é que fico chateado…
Quando isso me acontece, é nesses momentos que percebo o porquê de ainda estar no inicio do trilho, no inicio da experiência, no inicio da aprendizagem. Ainda não sou o dono dos meus sentimentos, das minhas emoções e muito menos dos meus humores. Sou um simples aprendiz que sabe a lição na teoria mas não a consegue ainda pôr em prática. Sou um aprendiz que pensa por vezes que está apto a que perante alguns desaires, algum obstáculo, se deixa ir sem controlo, ou qualquer tentativa de corrigir o desvio.
 Não é um erro, é somente um desvio do caminho que deveria ser trilhado, tanto mais que todos sabemos que o estar chateado ou triste, não vai revolver nada, bem pelo contrário, no entanto gostamos de viver esse estado, de nos apiedar sobre o nosso estado.
Hoje é um daqueles dias que estou chateado, não sei porquê mas sei que não devo continuar a alimentar esse estado, por isso estou chateado sim, mas agora já não, porque quero viver e respirar alegria, quero viver e sentir a brisa, por mais fraca que seja, porque sei que chateado não interesso a ninguém e sei que neste momento o que mais me preocupa é estar chateado.  

SOLIDÃO
Estou naqueles dias em que preciso de companhia, preciso de falar. Não que tenha algo a dizer de importante, o que preciso mesmo é de companhia. Estou quase ansioso que alguém chegue e fale comigo, seja do que for, mas que fale comigo, que ocupe o espaço do meu cérebro com assuntos que não sejam meus, que possa partilhar palavras, ideias, sentimentos…
Hoje estou naqueles dias em que os meus pensamentos me assustam, me desanimam, tenho necessidade dos outros, de estar somente num local com movimento, onde a mente não tenha tempo para ela, tenha ocupação, tenha distracção.
Hoje estou naqueles dias em que a vontade deixou de ter força, deixou de ter razão de ser, onde a mente tomou conta do todo e fez estragos…
Hoje preciso de companhia, mesmo que seja para partilhar um silêncio. Preciso de uma companhia para ocupar o vazio que me rodeia, preciso de companhia para enfrentar a dúvida, preciso de estar com alguém mesmo que não me fale, mesmo que não me veja, mesmo que não esteja comigo ou para mim , preciso de uma presença mesmo que ausente…
São dias assim que nos deixam sem força, sem energia, são dias assim que fazem nascer a incerteza, o medo, o receio, a dúvida…
Hoje preciso de companhia e não é da minha…
Preciso de ver outros a viver, a sorrir a falar, preciso de os ver evoluir mesmo que de longe, mesmo que sem intervenção minha, hoje preciso mais do que nunca dos outros…
Hoje preciso dos outros é verdade, mais deles do que de mim, hoje preciso mais do que nos outros dias, hoje simplesmente preciso de sentir que estou vivo e que os outros estão cá também e me vêem ou não… isso não importa pois não? preciso disso para não sentir a solidão...

Um Abraço Luminoso Para Todos

RECORDAÇÃO DE VERÃO

Olá a todos,
Hoje estava eu aqui a fazer as limpezas no meu PC e descobri aqui uma pasta que dizia blog. Abri e vi alguns textos que foram escrito e dos quais  já nem me lembrava. Como foram escritos por algum motivo aqui vão eles, espero que vos digam algo:


A Praia
Sentado nesta praia meia deserta, a hora avançada do dia vai afastando os banhistas, deixando para trás os mais sonhadores, os que desejam queimar os últimos cartuchos, aproveitando os últimos raios de sol, ou como eu, os sonhadores que esperam sempre  alguma novidade trazida pelo pôr do sol.
Ao longo uma pequena embarcação cruza o horizonte deixando rastos no mar lânguido.
Gosto de saborear estes finais de dia nesta praia, proporciona-me a serenidade suficiente para repôr em ordem algumas ideias que me foram circulando pela mente. Hoje recordo me de uma conversa com um antigo conhecido meu, que aconteceu aqui mesmo, que os anos afastaram, tanto da mente, como da presença.
Por acaso olhava distraído para um pequeno grupo que se divertia junto à água e de facto uma das caras pareceu-me familiar, não me conseguia enquadrar de onde, mas tinha a nítida sensação que não era um dejá vu, mas sim alguém que cruzara diversas vezes fases da minha vida, não sabia contudo nem quando, nem onde…
Foi ele que fez o primeiro passo, primeiro acenou, sorrindo, fiz o mesmo, fosse quem fosse também as mesmas dúvidas deveriam ter surgido nele, ou então certezas. Aproximou-se, trocamos cumprimentos e confirmei; tinhamos sido colegas de escola em Coimbra…tão longe que estávamos daquela cidade! e no entanto o destino encarregara-se de nos juntar nesta praia...
Aos poucos saímos das formalidades e banalidades habituais e chegamos a assuntos mais pessoais, ficando a saber que este meu amigo tinha tido uma depressão e que ela o afastar de tudo e de todos, acabando mesmo por o afastar dos sítios que habitualmente e durante anos frequentara.
Numa primeira pergunta apeteceu-me saber o porquê de se afastar, mas preferi que se alongasse o assunto para depois poder tirar conclusões ou não. Somos tão céleres em tirar conclusões ou fazer julgamentos instantâneos sobre o que nos contam e depois arrependemo-nos ao verificarmos o tão precipitado fomos …
Assim acabou por me explicar que andou anos após anos em tratamento para debelar o seu problema, muitos dos quais inundado em medicamentos, saltitando de lés a lés no país e por alguns países estrangeiros, na tentativa de se encontrar (foi  expressão que mais adorei).
Após ter esgotado todas as terapias ditas convencionais, acabou por enveredar pelas terapias alternativas.
Ainda não estava curado, (será que algum de nós o estará um dia, pensei eu), mas já conseguia actualmente regressar às suas origens e conviver, algo que fora perdendo com o tempo e os tratamentos.
Passamos um bom bocado a recordar o nosso passado e finalmente acabou por ir embora, deixando me novamente sozinho com os meus pensamentos.
Mais uma vez fiquei grato por este encontro, e o porquê de nada acontecer por acaso.
Percebi que havia uma lição importante a retirar deste dia com especial incidência nomeadamente na experiência vivida por este meu amigo.
Quando a nossa vida não está de feição, seja ela em termos monetários, físicos ou psicológicos, temos todos a tendência de nos afastar das pessoas com as quais habitualmente convivemos. Como se os nossos problemas fossem mais do que um problema, fossem uma fraqueza, uma doença que se pudesse pegar.
É nessas alturas que deveríamos ter mais coragem em aproximar-nos, em auxiliar-nos dos que nos conhecem, porque são eles os nossos elos de ligação com esta vida, com os nossos problemas, com as nossas alterações emocionais, e também são eles , por nos conhecerem tão bem, que nos podem ajudar.
Acredito que os problemas nos surgem para nos testar, para ver de que forma a nossa evolução está a seguir o seu caminho e nós o estamos a apreender. As dificuldades têm a sua razão de ser têm a sua forma de aparecer. Ao afastarmo-nos de quem nos conhece e nos pode dar uma mãozinha, estamos a atrasar a nossa análise e a nossa evolução, estamos a dificultar o nosso caminho… estamos a esconder o problema ou a esconder-nos dele…
O que eu quero dizer é que as dificuldades não fazem de nós seres mais “fracos” e não nos devemos esconder e afastar de quem nos quer bem, devemos sim estar mais receptivos à ajuda que nos podem trazer e para isso dispostos a aceitar essa ajuda, só assim, com opiniões diferentes, e muitas vezes mais isentas que a nossa, poderemos avançar no nosso traçado montanhoso.
Nada acontece por acaso, isso engloba tanto os acontecimentos, como as pessoas que nos rodeiam. Se elas estão no nosso caminho, quando o problema acontece é porque, quem sabe? poderão ter uma parte importante a realizar no nosso processo de “cura”? 
Um Abraço Luminoso Para Todos

9 de outubro de 2010

Curso Reiki Essencial - Iniciação Nível I

"O Despertar do Curador Interior"






























É o maravilhoso despertar da nossa essência, a consciência do nosso Eu Interior.
Este nível está essencialmente centrado no plano físico, no conhecimento de como a Energia Reiki flui e do que pode fazer por nós.
Durante este curso, o aluno tomará conhecimento do que é o Reiki, como chegou até hoje esta ancestral "arte secreta de convidar à Felicidade" como o Dr. Mikao Usui a definiu, e como a poderá utilizar no seu dia-a-dia, para promover o Bem estar próprio e de outros.
Na iniciação de Reiki são activados os símbolos ancestrais no campo energético do aluno e este fica apto a captar a energia universal para toda a vida.
Após tomar contacto com o Reiki é escolha do iniciado decidir o que fazer com a iniciação, mas nada jamais ficará igual na nossa vida se optarmos por tomar consciência da verdade absoluta de quem somos. E o Reiki produz essa maravilhosa transformação ao permitir-nos tomar consciência da ligação à Fonte de toda a Energia de onde provém a Vida.


O Curso vai ser facilitado no Espaço Surya

no próximo domingo - 17 Outubro 2010

Horário - das 10h00 às 18h00

Valor de troca ... euros 75,00

Inclui:

- Manual
- Certificado
- pausas para chá/ café
- Almoço
- 4 partilhas de Reiki mensais para esclarecimento de dúvidas e prática 

Importante:
- trazer roupa de cor clara e confortável
- meias para lhe permitir ficar descalço e uma mantinha, caso sinta frio
- na véspera dormir cedo e suficiente para cada pessoa, fazer jantar leve e abster-se de alcóol ou drogas


Inscreva-se já, lugares limitados !!


Luz, Paz e Harmonia

30 de setembro de 2010

Ver

Olá a todos
Sentei-me em frente ao computador para escrever no Blog, pensei, pensei, pensei e nada saía, ou melhor saia muita coisa mas não era bem o que eu queria. Então lembrei me de fazer rascunhos, desenhos, riscos e rabiscos e, quando dei por mim, a folha de papel estava cheia...
Tentei perceber se algo estava por debaixo de tanto traço, de tanta tinta, mas não vislumbrava nada. Sempre me disseram que todos os nosso gestos, todos os nossos passos têm um propósito, então onde estaria este meu propósito que se manifestava por entre outros tantos rabiscos?
Sei que penso muito e por vezes tenho dificuldades em expressar o que sinto, sei que tambem , por vezes escrevo e nem eu percebo o que escrevi...
Deixei-me ficar encostado à cadeira, sem dar grande importância ao amontoado de linhas que os meus olhos viam, mas deixando liberdade total à minha mente ( e ela que gosta tanto disso!!!). Quando dei por mim vi-me minusculo a saltar por entre os riscos e rabiscos da folha, a saltar as nódoas de tinta como se de poças de agua se tratasse, a deambular por entre os emaranhados de traços. Não parecia estar perdido, nem parecia estar à procura de algo, somente circulava, tentava avançar, em direcção a quê? não saberei explicar mas deambulava somente por ali...
E então fez-se luz... o meu colega do lado entrou na sala e acordou-me...
Não, agora a sério, percebi o desenho, nada é por acaso... era somente a minha mente e o seu emaranhado de ideias, pensamentos, medos, julgamentos, preconceitos e outros tantos traços negros que nos prejudicam uma simples e nítida visão.
No dia em que formos capazes de limpar todo esse emaranhado da nossa mente, já por si tão complexa, então aí sim, deixaremos de ver com os olhos e comecaremos a ver com a alma e o coração. Porque tudo estará tão claro e nítido, tão puro e certo, que não haverá mais necessidade de espelhos, de escudos para ver.
Ver não é olhar para o que está à nossa frente, isso todos fazemos durante toda a nossa vida. Ver é ser capaz de sentir o pulsar  do que está a nossa frente.
Um Abraço Luminoso Para Todos
  

Sensação

Olá a todos
Hoje senti uma sensação estranha em mim, nem sei bem o que era, somente senti que algo de diferente...
Ao entrar no Surya senti uma sensação estranha, como se algo tivesse mudado, olhei à volta, com os olhos e não verifiquei nada de anormal, estava tudo na mesma... Que estranho, a sensação mantinha-se... Sentei-me para recuperar do choque inicial e permiti-me ver com o coração e perceber o que era... ou pelo menos tentar perceber.
Algo mudou completamente no Espaço, algo tão simples como a energia que ali vibra... está mais pura, mais clara, mais apaziguadora, mais cheia de Amor Incondicional.
Então porquê essa sensação estranha, pensei eu?... porque não tinha a noção de quanto pode ser intensa a sensação de bem estar, a sensação de paz, a força do Amor....
Hoje senti uma sensação estranha, de facto, mas que quero voltar a sentir...
Um Abraço Luminoso Para Todos 

21 de setembro de 2010

O Jogo da Transformação

Caros Amigos,


O Espaço Surya irá receber o Jogo da Transformação, uma ferramente de auto-conhecimento e de desenvolvimento transpessoal.




O Jogo da Transformação recria de uma forma lúdica a jornada da Alma através da Vida, trazendo compreensão sobre a forma como cada um conduz a sua vida.


Como num jogo, o jogador lança o dado e, conforme o número que sai, cai em diversas casas, cada uma com características diferentes. Numas, as qualidades do jogador vão ser destacadas, noutras os padrões de Vida cristalizados vão ser identificados, outras ainda servirão como espaços para a inspiração e a criatividade do momento.


Através do acréscimo de consciência, o jogador terá mais compreensão sobre os passos necessários à sua transformação, de forma a atingir a sua intenção de jogo.


O processo de se mover de casa em casa é dinâmico e cada jogador tem oportunidades para exercitar a sua criatividade, compartilhar experiências pessoais e de interagir com os outros jogadores.


Este jogo será para 4 participantes e decorrerá da seguinte forma:

Dia 1 de Outubro - Sessão de Abertura, esclarecimento e partilha das intenções de jogo
Duração de 1h30 - das 19h00 às 20h30


Dia 2 de Outubro - Desenrolar do Jogo, feedback e encerramento
Duração de 10h00 - das 10h00 às 20h00
Facilitadora: Cláudia Martins



Valor da troca: € 75,00




Luz, Paz e Harmonia para todos

14 de setembro de 2010

Palestra gratuita sobre o Jogo da Transformação

Caros Amigos,



Na próxima 6ª feira, dia 17-09-2010, pelas 21h45, o Espaço Surya irá receber uma Palestra sobre o "Jogo da Transformação", facilitada pela Cláudia Martins.


Estão todos convidados a virem conhecer esta ferramenta fantástica para o Crescimento Pessoal.


"O Jogo da Transformação permite, de uma forma lúdica, compreender e transformar com doçura a forma como lida com a sua Vida. Ele mostra-lhe as experiências que cria a cada momento, como reage a estas e como pode responder de uma forma diferente, mais harmoniosa, para concretizar todo o seu potencial.


Ao jogar, pode igualmente tornar-se mais consciente das suas qualidades pessoais e das limitações que impõe a si mesmo(a), neste momento. É uma ferramenta de grande interacção, em que cada jogador estimula, enriquece e encoraja os demais.


Abertura, partilha e colaboração são as palavras-chave!"




Luz, Paz e Harmonia para todos

Recomeço

Olá a todos
As férias chegaram ao fim e o meu isolamento tambem...
Tenho de escrever, não que tenha mesmo, nunca temos obrigação de nada, mas porque sinto a falta de transmitir e receber a energia que as palavras fazem circular.
Tenho acima de tudo saudade dessa energia...
Quando se escreve é um pouco da energia da pessoa que é transmitida e assim ficamos a vibrar no seu universo, ficamos mais próximos, mais solidários, quando lemos.
Hoje sinto necessidade de escrever, de soltar a minha energia nas palavras, soltar os meus sentimentos, soltar o que por aqui me vai na alma.
 As palavras devem ser escolhidas e pensadas? Não, devem ser somente escritas de forma a levarem o que sentimos. Se assim o fizerem verão que não haverá falta de palavras, não haverá falta de ideias. Haverá sim muito amor, muito carinho muita transmissão de Nós para Nós. 
Hoje tenho vontade de escrever, não forçosamente de ser lido,  mas sim de escrever e dar liberdade ao meu Eu.
E se for lido? que bom, é sinal que alguem, num canto qualquer deste maravilhoso planeta, sentiu a necessidade de captar a minha energia e fazer dela um pequeno espaço onde resguardar-se.
Apetece me escrever e sentir, não querem fazer igual? Não se inibam, não se domestiquem, deixem que as vossas palavras se estendam neste pequeno canto de papel  sem limites, nem limitações, deixem que o vosso Eu se exprima e sinta a força da energia que se liberta.
Aqui ninguém julga, nem corrige, aqui ninguém sabe, nem quer saber, somente sentir e viver. 
Apetece-me escrever e ler tambem... o que quiseres escrever .... vamos arriscar?